Protocolos de entrada no confinamento e a importância da suplementação mineral e vitamínica

A entrada no confinamento representa um dos períodos de maior desafio sanitário e metabólico para os bovinos. O estresse provocado pelo transporte, jejum prolongado e mistura de lotes desencadeia a liberação de cortisol, comprometendo temporariamente a resposta imunológica. Esse cenário aumenta a suscetibilidade aos agentes infecciosos e reduz o consumo voluntário de matéria seca nos primeiros dias de cocho, comprometendo o desempenho inicial dos animais.
Para minimizar esses impactos, o protocolo de recepção deve oferecer suporte metabólico imediato. Nesse contexto, a suplementação injetável de minerais e vitaminas constitui uma ferramenta estratégica para corrigir ou minimizar possíveis deficiências nutricionais em animais submetidos a elevado desafio. O fornecimento via cocho, nesta fase, tende a ser menos eficiente devido à redução do consumo voluntário do lote recém-chegado.
O uso de soluções tecnológicas voltadas ao suporte da resposta imunológica, como o KIT Adaptador da Biogénesis Bagó, possibilita a administração direta de vitaminas lipossolúveis, como A e E, além de microminerais importantes, entre eles cobre, zinco e selênio. Esses nutrientes auxiliam na redução do estresse oxidativo e contribuem para o adequado funcionamento do sistema imunológico.
Bovinos com melhor equilíbrio metabólico e menor estresse oxidativo apresentam adaptação mais rápida à dieta e maior potencial de desempenho produtivo. Em contrapartida, falhas na recepção prolongam a adaptação alimentar e elevam os custos com tratamentos curativos. Por isso, a suplementação mineral e vitamínica de alta biodisponibilidade, associada a boas práticas de manejo, representa uma estratégia importante para proteger a saúde do rebanho e contribuir para a rentabilidade da operação.
*João Cortes é médico-veterinário e especialista em Confinamentos na Biogénesis Bagó






